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Temos mais recursos do que acreditamos ter

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Estamos numa situação cuja duração ainda não temos condições de saber. Por mais que muitos estejam no esforço e na dedicação para que possamos superar e controlar esse inimigo invisível, e reconhecendo também o esforço de muitos, ainda há aqueles que não querem ver o que está evidente e com isso dificultando, egoisticamente, essa luta incansável e fraterna dos que têm a coragem de ver e confrontar. Há também um outro grupo contribuindo, mesmo com limitação, ficando em casa para não atrapalhar. Estou nesse grupo? Se esse grupo é o seu, é o meu também. Quero poder nos ajudar e, indiretamente, poder ajudar a humanidade a se sustentar. Em razão disso, quero nos levar a essa reflexão: Temos mais recursos do que acreditamos ter. Vou ajudar na reflexão de sete áreas da nossa vida que precisamos cuidar para a sustentação de base energética hoje e após a crise.

Vamos para a primeira área, o corpo físico. Como cuidar: faça exercícios físicos dentro das suas possibilidades, usando os recursos e conhecimentos que tem, ou pedindo ajuda, pois precisamos cuidar da nossa obesidade, ansiedade, desgaste alimentar, inclusive a aparência, pois tem gente em casa precisando lhe ver melhor.

A Segunda área é o corpo emocional. Não é negar os sentimentos, principalmente o medo e a raiva, que essa situação está naturalmente provocando. Quando você nega um sentimento, ele não desaparece, fica instalado no seu corpo, colapsando energia, reduzindo sua capacidade respiratória etc. Em virtude disso, é melhor confrontá-los, por mais doloroso que seja. Muitas vezes usamos a desculpa da nossa impotência diante da situação e podemos pensar "para quê?" "Se não posso mudar a situação?" Pois saiba que essas sensações, presas no seu corpo, vão dificultando suas ações, suas percepções, e, dessa forma, você vai ficando doente; enfim, vão lhe tornar ainda mais impotente, dependente e egoísta, pois vão tirando de você a capacidade de luta e enfrentamento. Você vai, covardemente, fugindo e se vitimizando. Enfrente o medo e a raiva, olhe para esses sentimentos, libere essas emoções, pois sairá da bolha emocional e seu racional estará no comando, trazendo os recursos necessário que você tem para essa luta. Enfrente, escrevendo com a mão não dominante sobre esse sentimento, percebendo onde ele está colapsado no seu corpo e respirando nesse lugar atentamente e intencionalmente para liberar essa emoção. O mundo precisa de você.

A terceira área, o corpo mental, responsável pelo armazenamento das informações da nossa mente, depende do que pensamos. Esses pensamentos podem ser positivos ou negativos. Há uma frase bíblica que diz “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. Se você vem colapsando suas emoções com seus sentimentos de medo e raiva, sua mente se enche de pensamentos destrutivos, negativos, também egoístas. Veja como estão seus pensamentos.

Quarta área, o corpo energético, responsável por sua motivações, o que faz você acordar e enfrentar os desafios da vida, com superações e altruísmo. Querendo estar na vida e dando o melhor de você. Para isso, você precisa estar cuidando dos primeiros corpos citados. Pense, "se todos desmotivarmos para essa luta?"

Quinta área, o corpo espiritual. A força natural e divina que existe em cada um de nós, independentemente das crenças e religiões. Ela está em nós, e mais do que nunca precisamos ativá-la. Não vale a desculpa “não sei rezar”, pois é hora de aprender. Esse é, no momento, o nosso maior recurso. O Evangelho nos ensina a rezar, Lc 18, 9-14. Seja um publicano. Use seu maior e mais acessível recurso.

Sexta área, a situação da contensão chama-nos a ver e viver inevitavelmente a nossa capacidade de convivência, a qual sabemos que é tão desafiadora que "talvez o melhor é fugir". Para enfrentar esse talvez, o maior desafio do momento, é aprender a viver “com”. Que também é bíblico, “amar o próximo como a você mesmo”, então considere o trabalho com esses corpos citados como a maneira de olhar para você de uma forma amorosa e de autocompaixão, pois vai descobrir, com isso, que não é perfeito e onipotente, e que possui potência para mudar muito mais do que possa acreditar, mesmo se deparando com o ser limitado e imperfeito que é. Mas saiba, nós humanos somos assim. O que nos conforta é saber dessa nossa dualidade, somos humanos e divinos.

Na Sétima área, dimensão humana, enfrentamos dores, perdas, conflitos e dramas. E somente acessando o nosso divino, encontraremos a verdadeira paz interior, o encontro com o que temos de melhor. Quando nos aprofundamos nisso, somos capazes de desenvolver a autocompaixão e a compaixão do humano pelo outro.

Uma amiga me falou que o termômetro para ver nossa transmutação é quando somos capazes de ver Deus no outro. Não é fácil, pode ser um desafio de uma vida inteira. Um conselho para a convivência: somos um ser social, mas também individual. Para o nosso crescimento individual, para trabalhar nossa espiritualidade e nossas emoções, precisamos do nosso tempo e um cantinho de reflexão; portanto, assim como devem estar se dividindo nos cuidados com as crianças, também se dividam nesse tempo individual. Pode ser programado ou pode ser uma necessidade urgente, um vai cuidar do outro. Ou seja, organizem um local e um tempo, considerem que precisamos de um momento de contensão para esse crescimento, mesmo que já estejamos sendo forçados a muitas ações de contensão, precisamos também da contensão familiar para cuidar desses dois aspectos - espiritual e emocional -, caso contrário, a situação e a convivência familiar ficam no mesmo grau de desespero. E, por fim, temos que enfrentar, de forma real e planejada, o nosso financeiro.

Fé, disciplina, coragem, discernimento e sabedoria. Sim, venceremos esse desafio e poderemos ver grandes e necessárias transformações no mundo!

Que Deus nos abençoe e nos proteja.

 

Lucia Vasconcelos - CRP 11/0844

Eloiza Sarubbi - CRP 11/14577