Quem sou eu? Pergunta que arde incessantemente dentro de quem se deu conta de que está vivendo. Ela vem acompanhada de muitas outras, que vão sendo respondidas na busca de ser cada vez mais si mesmo. A qualidade da resposta aponta para a qualidade do vivido. Um vivido que se plenifica no nós, na busca da intimidade, da experiência do Amor. É na intimidade que se perde a si mesmo, para se experimentar quem realmente se é, para se experimentar no encontro com o outro.
A pessoa gera vida nas relações, no encontro dos corpos e das mentes. O projeto pessoal agora possui espaço para o coletivo, porque a pessoa contrai uma aliança com seu semelhante, cria pactos de vida, rituais de entrega na gratuidade da vida. O relacionamento interpessoal, faz a pessoa se descobrir cada vez mais como atuante na história da vida. A pessoa é participante da música da vida, onde não se dança só, mas se experimenta a profunda comunhão com o diferente. O desafio da socialização ensina os passos da dança, que se tornam afinados entre as pessoas.
A pessoa vai assumindo na sua caminhada que o diferente suscita questionamentos, novas leituras, encontros e transformações, porque sempre se é pessoa nova diante das descobertas feitas.
Abrir-se, revelar-se, crer, confiar, AMAR. Ser bênção para o mundo é viver em profundo relacionamento, em círculo de amizades, doando tempo e energia para que nos conflitos e crises prevaleça o maior dos vínculos, o AMOR.
Jacqueline Martins, CShf
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